Jundiaí terá 1°Death Cafe, que reúne pessoas para falar sobre a morte

Se existe um assunto que todo mundo evita, este assunto é a morte; mesmo fazendo parte da vida e sendo a única certeza final. Foi para quebrar essa barreira que o sociólogo e antropólogo suíço Bernard Cretazz criou o primeiro Death Cafe (Café da Morte, em tradução literal). A iniciativa teve tanta receptividade que se espalhou pelo mundo e agora chega a Jundiaí.

De acordo com o médico geriatra Fábio Turrini, um dos facilitadores da iniciativa na cidade, ao contrário do que se possa imaginar, o Death Cafe não é um estabelecimento comercial com endereço fixo. O conceito é organizar uma roda de conversas onde as pessoas possam discutir o tema livremente. “É um tema que a sociedade em geral evita, mas quanto mais as pessoas conseguirem falar da morte sem tabu, mais condições terão de fazer suas próprias escolhas quando esse momento estiver chegando”, observou. “O Death Cafe possibilita conhecer novas formas de lidar com o assunto, como é que as pessoas falam sobre a morte, como sentem… e coisas que possam trazer um novo aprendizado, uma forma nova de ver que possa ajudar no aprendizado, na caminhada de vida”, acrescentou.

De portadores de doenças incuráveis, idosos e pessoas que perderam um ente querido ou têm medo da morte, a profissionais da área da saúde, a iniciativa atrai cada vez mais interessados no mundo todo.

O primeiro Death Cafe de Jundiaí ocorre no dia 25 de setembro (quarta-feira), a partir das 19h30, na Sala Cult do Shopping Paineiras. Não há público específico nem limite de idade e os participantes receberão café e bolo. São apenas 60 vagas disponíveis e os interessados devem fazer as inscrições, GRATUITAS, pelo e-mail [email protected].