Jovem morre ao tentar defender a mãe

O jovem Sueldo Alexandre Matos da Silva, auxiliar de logística de 20 anos, morador no Parque Residencial Jundiaí, em Jundiaí, foi morto neste domingo (03) pelo padrasto, Carlos Henrique Souza Garcia. O jovem tentou apartar uma briga de Carlos com a mãe, a cozinheira Gisele Matos Silva.

De acordo com relato feito à Polícia Civil, no Plantão Policial, o padrasto passou a noite fora. Carlos chegou em casa – na rua Presbítero Tarcino Rodrigues de Castro -, embriagado e com uma embalagem de cocaína.

Houve a discussão e o filho tentou defender a mãe de agressões. Carlos desferiu um golpe de faca de 15 centímetros de lâmina no peito do rapaz.

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Itupeva, da base da Rodovia Vice-Prefeito Hermenegildo Tonolli, foi destacada para o salvamento de Sueldo.

Os soldados dos bombeiros conduziram na viatura de Resgate a vítima até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Vetor Oeste.

Devido à gravidade, o jovem foi transferido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o Hospital São Vicente de Paulo, onde passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

O delegado do Plantão, Victor Hugo Pizzolatti, requisitou à investigadora Helena a elaboração de boletim de ocorrência, acionamento da Polícia Científica com o perito Tiago e fotógrafo Luís Cláudio, para o local dos fatos, a fim de reunir provas e a dinâmica dos fatos, para o inquérito policial que será encaminhado à Justiça.

Os policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) com Gigio, Vanessa, Mário e Taliba foram acionados para tentar localizar o autor do crime.

Carlos Henrique Souza Garcia vai responder processo por homicídio, devendo ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri de Jundiaí.

Quem tiver informações sobre ele pode ligar no telefone 190 da Polícia Militar ou no 181 do Disque Denúncia.

O corpo de Sueldo deverá ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) para sepultamento nesta segunda-feira, dia 04.

Autor mudou comportamento

Giselda disse, em depoimento ao delegado Victor Hugo Pizzolatti, que o casal vivia bem havia 13 anos, inclusive indo à Igreja. Mas, de quatro meses para cá o marido passou a beber e chegava em casa alcoolizado. Ela pediu a separação e eles discutiram muito.

No sábado (02) Carlos recebeu o pagamento e não levou nada para casa. Ele simplesmente desapareceu o dia todo.

Na manhã deste domingo ele apareceu em casa e ela o questionou, porque estava alcoolizado. Houve nova discussão e o filho Sueldo foi esfaqueado após briga.

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