Jundiaí apresenta Plano de combate ao mosquito da dengue

Neste ano, até novembro, Jundiaí registrou 2.877 casos autóctones de dengue. No ano anterior foram 12 casos, sendo 7 deles apenas no mês de dezembro. Não há casos confirmados das demais arbovirores. Preocupada com esses números, a equipe da Unidade de Vigilância de Zoonoses apresentou o Plano de Vigilância das Arboviroses para os responsáveis pelos equipamentos de Saúde e da gestão.

A meta é ampliar a conscientização da população e otimizar os recursos para o atendimento no próximo período de maior risco de transmissão das doenças dengue, zika, chikungunya e febre amarela, bem como mobilizar todos os setores no combate ao mosquito transmissor, Aedes aegypti.

Para o prefeito Luiz Fernando Machado, o trabalho desenvolvido pela Saúde de Jundiaí é um exemplo no combate às arboviroses. “A administração também está engajada e realizará todas as ações que se fizerem necessárias, seja na articulação com os demais Municípios para o combate, ou mobilização de pessoal para uma força-tarefa, assim como aconteceu durante a febre amarela, para levar a conscientização para a população sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação dos mosquitos”, comentou.

Para o o gestor de Saúde, Tiago Texera, combater os mosquitos Aedes aegpty, que são os transmissores das arboviroses, é fundamental para evitar casos graves. “Somente com a união de toda a equipe, na conscientização da população, identificação e notificação dos casos suspeitos rapidamente e desenvolvimento imediato das ações de vigilância será possível superar mais uma temporada de aumento no número de casos. É importante destacar que, 80% dos criadouros dos mosquitos são localizados nas residências das pessoas”, destacou.

O Plano de Vigilância estabelece previamente ações específicas para cada órgão componente, considerando as diferentes fases, permitindo maior agilidade nas ações, otimização de recursos, acolhimento de melhor qualidade e diminuição dos casos das doenças e, consequentemente, óbitos. “Não é somente a dengue que deve ser monitorada. Há estados próximos, como Rio de Janeiro, que estão com muitos casos de chikungunya, doença que pode matar tanto os mais jovens quanto os mais idosos”, alerta o gerente da Unidade de Zoonoses, Carlos Ozahata.