Jundiaí já tem 31 notificações de dengue este ano

O trabalho de conscientização e as ações de vigilância em saúde fazem parte do cotidiano das equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses de Jundiaí e são realizados ao longo do ano, em toda a cidade.

Apesar das informações disponibilizadas, técnicos ainda localizam criadouros com larvas de mosquito Aedes aegypti nas residências, indicando os riscos de transmissão das doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

 

A cidade registra, entre os primeiros 15 dias do ano (1 a 15 de janeiro) 31 notificações de dengue, sendo 15 descartados e 16 no aguardo de resultados).

Em ação de investigação epidemiológica, realizada na região da Vila Santana, após o local registrar caso suspeito, a equipe da Zoonoses identificou o criadouro com larvas de mosquito transmissor das doenças próximo à residência dos casos suspeitos. “A população precisa ficar atenta a qualquer recipiente que possa acumular água e que esteja no quintal, disponível para servir de criadouro para o Aedes aegypti. Com as chuvas e o calor, o ciclo de reprodução é acelerado e em menos de 10 dias se tem novas gerações de mosquitos transmissores das doenças”, destaca a biomédica Ana Lúcia de Castro Silva.

 

Cuidados no quintal

Dona Margarida Pereira de Jesus, moradora há 30 anos do bairro, é atenta e se preocupa em deixar seu quintal limpo e sem água parada. “As plantas estão sem os pratos e a água da cachorra é trocada pelo menos uma vez por dia. Cada um tem que fazer sua parte dentro de casa”, afirmou.

A biomédica da Zoonoses reforçou o pedido dos cuidados dos moradores com suas casas “É preciso verificar se há acúmulo de água nos objetos. As garrafas não podem ficar com a boca para cima porque ali é o ambiente ideal para a procriação do mosquito, bem como potes ou baldes. Os agentes orientam os moradores, mas o trabalho é no dia a dia”.