Jundiaí prepara projeto de escalonamento de horários

O gestor da Unidade de Mobilidade e Transporte da Prefeitura de Jundiaí, Silvestre Eduardo Rocha Ribeiro, revelou aos vereadores da Câmara que a sua equipe já estuda projeto de escalonamento de horários para comércios, serviços, indústrias e escolas, a fim de fazer a retomada do “normal” sem aglomerações.

Em uma reunião que teve duração de quase duas horas, o gestor explicou aos vereadores que o transporte coletivo de Jundiaí e de outras cidades foi bastante impactado pela quarentena, impondo uma queda de 110 mil passageiros transportados por dia para 30 mil. A frota também teve de ser reduzida. Mas em alguns casos foram identificadas lotações máximas, o que não deveria ocorrer.

Silvestre disse que está estudando todos os dias alternativas. Ele participa de outros grupos de transportes no Estado e vê cidades como Piracicaba, Atibaia, Itu e Sorocaba tendo problemas piores do que Jundiaí, com empresas desistindo de trabalhar e encerrando as atividades em alguns casos.

Ele explicou aos vereadores que a Prefeitura vem subsidiando uma parte do transporte, mas na atual situação os recursos do município estão sendo concentrados na saúde.


Com relação ao distanciamento, Silvestre disse que os Terminais do SITU não foram projetados para essa pandemia, para criar marcas e zonas de distanciamento. Os ônibus, se fossem manter distanciamento de passageiro em um assento e outro não, transportariam apenas 12 pessoas ou com algumas em pé no total de 20 com o motorista. Seria necessário dobrar a frota de ônibus nas ruas, o que elevaria significativamente o valor da tarifa.

O gestor disse que houve queda de 60% nos trabalhadores das indústrias, que utilizavam o Vale Transporte, sem falar nos estudantes e isso causou outro impacto que foi o financeiro.

Alternativas

Nos estudos dos técnicos da Unidade de Mobilidade e Transporte, eles chegaram a avaliar a possibilidade de reduzir a entrada de pessoas nos ônibus. Isso traria um grande problema, segundo o vereador Marcelo Gastaldo (PTB), de pessoas sendo deixadas nos pontos por causa do limite de lotação nos coletivos. Seria muito desagradável para todos que precisam ir ao trabalho.

Outro ponto avaliado pela equipe da Prefeitura é de eliminar as transferências entre terminais (lembrando um pouco como era no passado, das linhas que tinham destinos diretos a bairros).

Os técnicos da Prefeitura também estudam as linhas com os destinos específicos de passageiros para oferecer ônibus por regiões.

E finalmente a proposta que vem sendo adotada em alguns países e deu resultado no Rio de Janeiro: reescalonamento de horários.

Segundo Silvestre, os trabalhadores do comércio não cruzariam com os trabalhadores das indústrias e muito menos com os dos setores de serviços. Na retomada do “normal”, os estudantes também teriam horários específicos, para não cruzarem com os demais nos coletivos.

Tudo isso são estudos e propostas, para “adequar a curva à oferta de demanda”.

Hoje os passageiros estão se aglomerando em horários específicos, no início da manhã, na hora do almoço e no fim de tarde.

A Rápido Luxo Campinas também sugeriu, em matéria publicada pelo “Jornal da Região”, que prefeitos do Aglomerado Urbano de Jundiaí façam o reescalonamento de horários, para evitar concentração de pessoas todas no mesmo horário em suas linhas regionais.

Assento com passageiro e outro sem
 pode deixar muita gente sem transporte

Uma das propostas estudadas pelos técnicos da Prefeitura foi de seguir modelo de outros países, para deixar passageiros com distanciamento de banco sim e banco não. A medida traria vários problemas, como destacou o vereador Marcelo Gastaldo, que seriam passageiros deixados para trás, devido à nova lotação. Por isso a proposta de mudanças nos horários dos trabalhadores de cada setor seria a mais viável no momento.

 

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