Manter empregos é o maior desafio dos Metalúrgicos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, revelou nesta sexta-feira (15) que metalúrgicas do País estão se preparando para desligar os fornos de suas forjarias. Isso vai representar uma grande perda para o País, porque algumas empresas vão precisar de meses para reativarem suas produções. Ele disse ter procurado a Justiça para viabilizar a continuidade dos trabalhos em cidades onde há quarentena decretada pelo município ou pelo Estado, mas entenderam que o Governo estava “pressionando por flexibilização”.

Na região de Jundiaí, nos últimos dias o “Jornal da Região” publicou a situação da thyssenkrupp (Krupp) de Campo Limpo Paulista, que iniciou processo de demissões. Os trabalhadores, que estão afastados, ficam preocupados. O Sindicato dos Metalúrgicos diz que “foram implantados os acordos de proteção ao emprego, onde neste mês de maio completam o 1º ciclo de 30 dias. E com o vencimento destes ciclos, continuaremos negociando as renovações em razão das altas quedas de produção”. Funcionários afirmaram, porém, que internamente a empresa se prepara para iniciar demissões porque as montadoras paralisaram as atividades.

Luta pelo emprego

O Sindicato dos Metalúrgicos informa que está lutando para evitar que as demissões ocorram em todas as empresas da região de Jundiaí.
“Infelizmente as montadoras estão paradas e as exportações também estão caindo, e isso reflete diretamente no nosso setor, por isso estamos buscando todas as formas para preservar os empregos. Nos adaptamos ao período de quarentena e as nossas ações em torno das assembleias online já garantiram mais de seis mil empregos. Vale ressaltar que cada emprego direto equivale até três indiretos, portanto, podemos prever que as nossas ações já contemplou cerca de 20.000 postos de trabalho. Os acordos que estão feitos nas empresas também garantem estabilidade que pode se estender até por 180 dias”.
Datas-base
Neste ano tudo é diferente para todos por causa da pandemia. No caso das datas-base é outro desafio para o Sindicato: “Sabemos que cada empresa tem uma realidade diferente, mas sabemos também que os trabalhadores não podem ser os maiores prejudicados com essa situação. Estamos realizando, semanalmente, assembleias online e votando redução de jornada, de salário, manutenção de benefícios e período de estabilidade. Sobre as datas-base, ainda é cedo para falar algo sobre isso. O que podemos afirmar é que nossa luta segue, mais do que nunca, firme em defesa dos empregos e dos direitos já conquistados pelos trabalhadores”.