Queijos e vinhos: aposte na combinação para o inverno

Considerado um dos encontros mais clássicos na mesa, o casamento entre queijos e vinhos é uma das principais alternativas para aquecer e curtir a temporada marcada pelas baixas temperaturas. De acordo com André Dian, expert no assunto, é importante conhecer as características desses dois elementos para acertar na combinação.

“É indispensável analisar se os vinhos apresentam estrutura, tanino, acidez e aroma para harmonizar com o tipo de alimento que será consumido. No entanto, temos que levar em consideração o paladar e as preferências de cada pessoa”, explica Dian.

Confira abaixo as sugestões do especialista para combinar queijos e vinhos:

– Camembert e Brie:
De origem francesa e produzidos com leite de vaca, são carnudos, macios e apresentam textura cremosa. Vão bem com vinhos equilibrados e aromáticos. Dian indica dois rótulos: um Chardonnay argentino com notas frescas e um tinto italiano frutado.

Sugestões: Cobos Felino Chardonnay (Branco/Argentina) e Fonterutoli Número 10 (Tinto/Itália);

– Gouda:
Clássico nas tábuas de aperitivo, é marcado pelo sabor suave e levemente adocicado. Sua massa untuosa e de consistência macia permite uma combinação perfeita com rótulos encorpados e de boa acidez.

Sugestões: Mazzei Belguardo Vermentino (Branco/Itália) e Leyda Reserva Syrah (Tinto/Chile);

– Roquefort e Gorgonzola:
Produzido com leite de ovelha, o Roquefort é lembrado pelo aroma e sabor forte, um bom complemento para os vinhos do Porto. O Gorgonzola, que também é um queijo azul, apresenta características similares, mas ganha popularidade pela consistência mais cremosa e macia. Para acompanhar, prefira os vinhos leves, frutados e equilibrados.

Sugestões: Niepport Porto (Porto/Portugal), Marlborough Sun Riesling (Branco/ Nova Zelândia) e San Marzano Taló Primitivo Di Manduria (Tinto/Itália);

– Grana Padano:
Na família dos queijos duros, é um dos mais vendidos na Itália. Conhecido pela textura granulada, fica ainda melhor quando combinado com tintos complexos e de taninos marcados, que denotam boa maturação.

Sugestões: Cobos Felino Cabernet Sauvignon (Tinto/Argentina), Zuccardi Q Malbec (Tinto/Argentina) e San Marzano Collezione Cinquanta (Tinto/Itália);

– Gruyère e Emmental:
Complexos e extremamente marcantes, proporcionam uma experiência intensa quando bem harmonizados. Para isso, é interessante investir em vinhos estruturados e equilibrados em redondeza e persistência.

Sugestões: Zuccardi Série A Torrontes (Branco/Argentina) e Barone Montalto Passivento Rosso Terre Siciliane (Tinto/Itália).