quinta-feira, 4, junho, 2026, 21:12
CAMPO LIMPO PAULISTA

Loteamento abandonado em Campo Limpo Paulista vira terra sem lei

O loteamento Residencial Alto do Campo, em Campo Limpo Paulista, virou uma terra sem lei na cidade e tem causado muitos transtornos aos poucos moradores que insistiram em construir suas residências no bairro, mesmo com o lote embargado desde 2015 pela administração pública.

Sem fiscalização, jovens tem aproveitado os finais de semana no local – apelidado de “Condo” – para se divertir com som alto, empinando motos, alguns até sem capacetes, além de denúncias de consumo de álcool e drogas. Famílias também tem levado crianças para empinar pipa, brincar e andar de bicicleta nas ruas do loteamento, principalmente na parte alta onde é possível visualizar uma bela vista da cidade.

A moradora Vera Lucia Oliveira Delion diz que já fez reclamações na ouvidoria da Prefeitura Municipal e na Guarda Municipal, inclusive com imagens da aglomeração em frente a sua casa. Segundo ela, houve uma operação grande no ano passado, porém depois disso não houve mais fiscalização e as aglomerações aumentam a cada final de semana.

“Só o que temos são promessas e empurra empurra. Temos que sair de nossas casas aos finais de semana porque a bagunça é insuportável”, reclama.

Fiscalização

A Prefeitura de Campo Limpo paulista informa que o empreendedor está sendo cobrado pela municipalidade sobre a finalização das obras de infraestrutura que estão sendo feitas no local. “É o que compete à Prefeitura neste momento”, declarou em nota.

O loteamento está localizado próximo ao Hospital de Clínicas e faz divisa com o bairro Califórnia e Santo Antônio II. Ele foi embargado em 2015 e desde existe uma briga judicial entre moradores e a construtora responsável pelo loteamento. Por causa do embargo, os moradores não possuem número predial, CEP e a Sabesp não liga a água por causa que o residencial está irregular.

“Estamos abandonados aqui e reféns dos baderneiros de fim de semana que resolveram fazer daqui um parque de diversão”, lamenta Vera Lucia.