quinta-feira, 4, junho, 2026, 07:22
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Vídeo divulgado por manifestantes mostra estudantes proferindo ofensas

Um vídeo, divulgado pelos manifestantes que estão na frente do Quartel do Exército de Jundiaí mostra que os estudantes, do Colégio Técnico, provocaram quem estava na rotatória, com ofensas e gritavam “Bolsonaro vai …”. Apesar do vídeo divulgado para justificar a invasão ao ônibus, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou na noite desta sexta-feira que os denunciados vão responder processo na Justiça.

O vídeo foi postado nas redes sociais pelos próprios estudantes, que se gabavam pelo que fizeram.

As imagens foram entregues na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) como “prova” de defesa dos envolvidos na confusão de quinta-feira (03).

Dois homens contaram ao delegado Carlos Eduardo Barbosa Soares que estavam concentrados de forma pacífica na rotatória, inclusive sem bloqueio, quando o ônibus articulado passou e os estudantes gritavam contra todos, chamando-os de “vagabundos” e que eram para “XXXX”.

Um dos manifestantes acabou revelando aos investigadores da DIG de Jundiaí que duas pessoas que estavam concentradas na rotatória foram as responsáveis por atirar as pedras contra o ônibus. Um dos autores seria menor de idade.

A pedra que atingiu a janela do ônibus acabou quebrando a vidraça do coletivo e ferindo um jovem de 18 anos.

Os manifestantes comentaram que a Polícia Militar Rodoviária estava no local e “conversaram com as pessoas, liberando todo mundo”.

Que eles se surpreenderam com a repercussão do caso nacionalmente e a queixa na Delegacia.

Todos foram unânimes em defender uma mulher que entrou no ônibus, porque ela não quis agredir os jovens, mas defendê-los, pedindo para os manifestantes descerem do coletivo. Ela teria evitado as vias de fato, ficando apenas nas agressões verbais.

O promotor do Ministério Público, João de Deus, vai receber o Inquérito Policial do delegado, para pronunciamento perante o juiz do Fórum.

O MP já avisou que acompanha todos os trabalhos da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Nota da Secretaria de Segurança

O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí. Durante a manhã desta sexta-feira (4), a equipe da unidade identificou as quatro pessoas envolvidas na agressão, sendo que três delas foram levadas para a delegacia e prestaram esclarecimentos. Após as medidas de polícia judiciária, os homens foram indiciados por arremesso de projétil, lesão corporal, associação criminosa, dano qualificado, violência política e constrangimento ilegal. O quarto suspeito será ouvido posteriormente. As investigações prosseguem.

Deputado cobra SSP e MP

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp, deputado estadual Emidio de Souza, acionou o Ministério Público e a Secretaria de Segurança de São Paulo cobrando providências contra os bolsonaristas que atacaram alunos da ETEC Vasco Antônio Venchiarutti, em Jundiaí, por eles terem feito o L de Lula.

Vídeos que circulam na internet mostram grupos bolsonaristas invadindo um ônibus com estudantes secundaristas da ETEC e agredindo alguns deles. O caso aconteceu nesta quinta-feira, numa via então bloqueada próxima à rodovia Anhanguera, em Jundiaí.

Relatos apontam que a agressão foi motivada pelo fato de um dos jovens ter feito um “L”, gesto associado ao presidente Lula, com a mão pela janela do ônibus.

No documento enviado à Procuradoria Geral de Justiça e à Secretaria de Segurança do Estado, Emidio chama de absurda a agressão e pede “informações acerca dos procedimentos adotados como forma de enfrentamento ao fato de adolescentes terem sido absurdamente agredidos e feridos enquanto o veículo passava por uma manifestação bolsonarista”.

Ao anunciar a ação, o deputado clama por “basta de covardia e ódio”. “Esses covardes não podem ficar impunes”, tuitou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alesp.

Uma das manifestantes publicou vídeo informando que foi um adolescente quem atirou pedra no ônibus

 

 

O que diz a Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Jundiaí afirma que “respeita toda e qualquer manifestação, desde que realizada de forma pacífica, ordeira e com resguardo ao direito do outro, e repudia todo tipo de violência. Os recentes episódios que restringiram o direito de ir e vir, com obstrução de vias, tiveram a atuação da Prefeitura, sempre com respeito às atribuições e os deveres da esfera municipal, em cumprimento à legalidade.

Com relação ao caso ocorrido na quinta-feira (3), de agressão a estudantes, dentro do transporte coletivo, cabe ressaltar que a ocorrência está sendo tratada pela Polícia Judiciária, que irá apurar eventuais responsabilidades de todos os envolvidos.

Ainda sobre a ocorrência, a concessionária de transporte público prestou as informações ao plantão policial e disponibilizou as imagens das câmeras do ônibus para a autoridade policial.

Neste sentido, a Guarda Municipal de Jundiaí também reforçou o patrulhamento comunitário e as rondas escolares, para assegurar a integridade dos estudantes e da população em geral, de forma que a harmonia social seja preservada”, diz a nota.