Mulher denuncia guardas de Campo Limpo por tortura contra o filho. Agentes negam acusações
Uma moradora de Campo Limpo Paulista procurou o Plantão Policial para prestar queixa contra os guardas municipais da cidade.
Ela relatou à equipe chefiada pelo delegado José Ricardo Arruda Marchetti que o seu filho, de 30 anos, foi “sequestrado” e levado para uma cocheira. Lá, apanhou e foi torturado pelos agentes.
A Assessoria de Imprensa da Guarda Municipal informou que os guardas negam as acusações.
Eles relatam que estavam no mesmo local dos fatos indicado pela acusadora, mas que realizaram a prisão de um traficante na Avenida América do Sul.
Durante a elaboração do Boletim de Ocorrência da prisão do traficante, com mais de 100 porções de drogas, membros de uma facção criminosa ligaram no celular do preso e queriam falar com os agentes, ameaçando-os de morte, diz a Assessoria de Imprensa.
Denúncia
O delegado José Ricardo Arruda Marchetti determinou o registro da denúncia da mulher para apuração dos fatos. O próprio delegado havia chefiado a prisão do traficante da Avenida América do Sul.
Os três guardas municipais que atuaram na prisão do traficante devem ser chamados para prestar esclarecimentos na Polícia Civil de Campo Limpo Paulista.
Segundo a denúncia, a vítima de tortura foi levada às 19 horas de quinta-feira, dia 20, para uma cocheira.
Lá, o rapaz foi espancado. Pessoas que não se identificaram levaram a vítima para casa e depois ele foi socorrido para o Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista.
Como ainda sentia dores pelo corpo, retornou novamente na tarde desta sexta-feira (21) para atendimento médico e a mãe tomou a iniciativa de procurar a Delegacia e registrar B.O..
Vingança
Os guardas municipais envolvidos na denúncia informaram, ao Comando, de que a denúncia não tem procedência.
Que é uma vingança da facção criminosa pela realização da prisão de traficante.
Que o objetivo é desestabilizar a corporação e os agentes que trabalham dentro da lei.

A apreensão de drogas
A ocorrência aconteceu em uma área já conhecida pelas equipes de segurança como ponto de venda de entorpecentes.
Durante o patrulhamento pela Rua América do Sul, os agentes visualizaram um indivíduo que carregava uma mochila e uma bolsa de ombro.
Ao perceber a aproximação da equipe, o suspeito acelerou o passo e demonstrou intenção de fugir.
Na tentativa de se desvencilhar dos agentes, ele dispensou a mochila em meio à vegetação às margens da via. Diante da fundada suspeita, os guardas realizaram a abordagem e conseguiram contê-lo.
Durante a busca pessoal, os agentes encontraram, dentro da bolsa de ombro, uma quantia em dinheiro composta por cédulas de diferentes valores.
Na sequência, a equipe recuperou a mochila dispensada pelo suspeito e, em seu interior, localizou diversas porções de substâncias com características semelhantes a entorpecentes, já fracionadas e acondicionadas de forma compatível com a comercialização.
Questionado sobre o dinheiro encontrado em sua posse, o abordado teria admitido aos agentes que estava realizando a venda de entorpecentes, afirmando que a quantia seria proveniente da comercialização das drogas.
Considerando a tentativa de fuga e o fundado receio de evasão durante a condução, foram utilizadas algemas, com o objetivo de preservar a segurança dos agentes, do conduzido e de terceiros.
O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia, onde os fatos foram apresentados à autoridade policial. O delegado de plantão, José Ricardo Arruda Marchetti, após tomar conhecimento da ocorrência, ratificou a prisão em flagrante e determinou a elaboração do respectivo Auto de Prisão em Flagrante.
Após os procedimentos de polícia judiciária, o preso foi recolhido ao Centro de Triagem, permanecendo à disposição da Justiça. Ele deverá responder pelo crime de tráfico de drogas.


