Estado fará teste em alunos e professores da rede estadual

A partir da próxima terça-feira (13), o governo de São Paulo vai começar a testar 10 mil alunos e 9,3 mil servidores para avaliar a incidência do novo coronavírus nas escolas da rede estadual de educação.

Os testes serão feitos por meio do exame de RT-PCR, que identifica o vírus de forma ativa, e não por exame sorológico, que identifica a presença de anticorpos. Os testes serão feitos inclusive em pessoas sem sintomas. “Quando se faz o exame de RT-PCR se identifica, nesse momento, como está a circulação do vírus na região. O exame sorológico diz o que aconteceu no passado. Dessa maneira, entendemos que fazer o RT-PCR nos sintomáticos leves, e pesquisar também nos assintomáticos, pode nos permitir identificar maior circulação do vírus em determinada região. Essa medida [de fazer o exame RT-PCR] faz com que exista possibilidade de monitorar em tempo real a circulação do vírus”, disse Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo.

Inicialmente, os testes serão feitos em alunos e profissionais de 100 escolas, distribuídas em 20 cidades de diversas regiões do estado. Segundo o governo, as escolas participantes serão escolhidas por meio de sorteio. Em cada uma dessas escolas serão feitos testes em 100 alunos e em todos os seus servidores.

Volta as aulas
No total, 904 escolas em 219 municípios paulistas passam a ofertar atividades de reforço e recuperação. São cerca de 200 mil estudantes atendidos.

Só na capital são 304 unidades retomando as atividades presenciais, segundo balanço da Secretaria Estadual da Educação. Parte delas já funciona desde o dia 8 de setembro. As escolas estaduais podem oferecer aulas para alunos do ensino médio ou da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) a partir desta quarta-feira (7) nos municípios que autorizarem.

Na manhã desta quarta-feira (7), o secretário Rossieli Soares acompanhou as atividades de retomada na Escola Estadual Thomaz Rodrigues Alckmin, na capital.

“É muito importante que a gente dê esse passo, amparado pelos protocolos de higiene, é claro, mas que permitem que as crianças retomem sua rotina e contato com o ambiente escolar. Estudos apontam que quanto mais tempo os estudantes ficam longe das atividades presenciais das escolas, maior será o aumento da desigualdade social. O professor nunca será substituído”, afirma Soares.

Retorno
O Governo de São Paulo autorizou o retorno das aulas para o ensino médio e EJA a partir desta quarta (7). Para as escolas que atendem alunos do ensino fundamental, a data prevista de retorno foi alterada para o dia 3 de novembro.

Porém, tanto o calendário de retomada presencial como a realização de atividades de reforço nas escolas municipais, estaduais e privadas dependem da autorização de cada prefeitura.

Desde o dia 8 de setembro, as unidades já podem retomar atividades presenciais de acolhimento e recuperação, também mediante autorização dos municípios.

Volta segura
A reabertura deve respeitar limites máximos de alunos e protocolos sanitários. Nas redes privadas e municipais, a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental podem ter até 35% dos alunos por dia em atividades presenciais. Para os anos finais dos ensinos Fundamental e Médio, o limite máximo é de 20%. Nas escolas estaduais, só é permitido o atendimento de até 20% em todas as etapas.

Para a volta gradual às aulas, o estado disponibilizou R$ 50 milhões por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola para aquisição de materiais de higiene e adaptação de banheiros. Para garantir a segurança da comunidade escolar na rede estadual, a Secretaria da Educação vai distribuir 12 milhões de máscaras de tecido, 300 mil protetores faciais de acrílico, 10.168 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel e 100 milhões de unidades de papel toalha.