Morto está desde março sem poder ser enterrado em Jundiaí

Um caso inédito – dentre os 2.828 desconhecidos atendidos pelo Hospital São Vicente de Paulo -, que vieram a óbito, está ocorrendo em Jundiaí. O falecido não pode ser enterrado porque o nome dele não existe nos registros de cartórios e a família está desesperada, porque desde o 19 de março o corpo está guardado na geladeira do Instituto Médico Legal (IML), no Jardim do Lago.

O filho do falecido José Carlos da Silva Paulino, de 75 anos, o morador do Jardim Novo Horizonte, Robson de Jesus Paulino, já fez de tudo o que era possível.

Robson disse que o pai dizia se chamar José Carlos da Silva Paulino e que nasceu no dia 08 de novembro de 1945, em Curvelo, no Estado de Minas Gerais. Mas ele não tinha documentos.

Ao procurar o Cartório de Registros, foi informado de que ele não consta dos cadastrados.


Ao ser comunicado do falecimento de parada cardíaca de José Carlos Paulino, até então desconhecido, o delegado do Plantão Policial, Rodrigo Carvalhaes, não autorizou sepultamento sem a realização de DNA, ou apresentação de documento.

O filho disse que já foi várias vezes na Delegacia de Polícia Civil, praticamente implorando para os policiais para ter o direito de sepultar o pai.

O Instituto Médico Legal informa que coletou amostras do filho e do pai, para exame de DNA. Mesmo assim fica a dúvida, porque não batem as informações nem do nome da mãe e nem do pai do falecido.

José Carlos dizia quando estava vivo que o seu pai era Osvaldo Paulino e a mãe Benedita Silva.

Segundo os funcionários do IML, a única alternativa que sobrou é uma ação do filho na Justiça de Jundiaí, para que o corpo possa ser sepultado.

Daí, será feita uma investigação mais profunda para tentar descobrir o verdadeiro nome de José Carlos Paulino.

O Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, realizou a pedido do IML de Jundiaí as buscas por impressões digitais do falecido. Mas elas não batem com os registros existentes no Estado de São Paulo.

Enquanto tudo isso não resolve, o corpo do falecido fica guardado em uma geladeira no IML de Jundiaí.

 

 

 

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