Mãe questiona procedimento em criança
No dia 30 de outubro um vídeo de uma mãe reclamando sobre um procedimento médico no Hospital Universitário foi amplamente divulgado nas redes sociais. No vídeo, ela mostra o filho acamado e reclama da forma como foi feita punção lombar no pequeno de 2 anos.
“Meu filho estava com febre alta e vomitando, tomou medicações, fez exames de sangue e de urina. A médica que estava atendendo ele, infelizmente não sei o nome dela, foi muito atenciosa! Me disse que os exames estavam normais e que ela conversou com outros profissionais e que decidiram fazer um exame de liquor nele, ela me explicou e nos colocaram numa sala isolados”, contou a mãe Priscila Valle.
“Conversei com a enfermeira que veio dar uma medicação pra ele, pra saber onde seria realizado o exame, e ela me disse que seria realizado na sala mesmo, que a médica daria uma anestesia para tranquilizar ele e que o resultado não demoraria pra ficar pronto. Um tempo depois uma médica entrou na sala com duas enfermeiras, e me perguntou se eu iria ficar ou sair da sala, eu disse que queria ficar e perguntei que tipo de anestesia ela iria usar. Ela me respondeu muito grosseiramente, que não faz esse procedimento com anestesia porque atrapalha o trabalho dela e que ela faz esse exame todos os dias. Eu disse que havia ligado para a pediatra dele, e que ela me aconselhou a não deixar fazer sem anestesia por ele ser muito agitado. Então essa médica me respondeu que já havia pego dois casos de meningite naquele dia, que um paciente havia sido liberado porque era viral, e o outro havia convulsionado e ela “mandou” pra UTI”, explicou.
“Ela falava alto e o meu filho já chorava muito assustado, e me perguntou se eu queria que ela fizesse o exame ou não. Eu disse que sim. As enfermeiras já foram segurando ele, eu perguntei da anestesia de novo e disse que ele não podia chorar daquele jeito, pois era asmático, estava sem as medicações e que tinha um problema no coração, ela olhou pra mim e perguntou qual era o problema. Eu disse CIV e ela respondeu que então ele pode chorar sim. Ela passou uma gase com um líquido e já colocou a agulha, começou espirrar sangue, e meu filho gritava de dor. nunca ouvi ele chorar daquele jeito. Ela esperou um pouco, deixou cair no tubo e disse pra deixar ele deitado, saíram todas da sala e ficamos lá no meio da sujeira.”
Cerca de uma hora depois o filho dela foi liberado pois o resultado havia sido negativo. “Eu perguntei porque havia sangrado tanto e ela disse que por ele ser muito agitado ela pegou um vaso da coluna. Falei pra ela que ele estava com febre novamente e que eu precisava de um atestado dele pra levar na Apae. “Antes de chegarmos em casa , ele chorava muito assustado, agitado , com dor e começou com diarreia”, explicou.
“O problema é que todos pensam que quando levamos nossos filhos no HU, não temos conhecimento, que não podemos questionar. Em nenhum momento eu postei o vídeo porque meu filho estava chorando. Eu postei o vídeo para verem como eles tratam as crianças, como fazem esse procedimento, como deixaram ele na sujeira depois. E eu nem sabia que ele teria complicações posteriores”, contou a mãe, ressaltando que o filho ficou cinco dias sem andar após a realização do exame.
“Depois do exame, ele ficou de cama e precisei procurar um hospital particular. Lá foi diagnosticada uma bactéria no intestino e uma inflamação na coluna. E também lá me informaram que sempre optam por anestesia venosa para esse tipo de exame em crianças. Meu filho faz tratamento na Apae, nasceu com uma cardiopatia, e todos os exames dele são pedidos com sedação. Ele não interage e agora que estava progredindo no tratamento dele com os terapeutas aconteceu isso no HU. Ele chorava muito assustado, não gosta de ser tocado e agora vamos ter que recomeçar os tratamentos do zero novamente”, explicou.
Na ocasião da repercussão do vídeo, o Hospital Universitário emitiu um comunicado para esclarecer o procedimento.

